1.7.05

Banqueiros, os traficantes de dinheiro

Aquilo que Sampaio disse dos banqueiros, embora menos literatário do que o costume, já que toda a gente o entendeu, ainda foi curto. Fosse eu presidente, e mandaria prender todos os grandes traficantes, dos da droga aos do dinheiro.
Ser liberal, quanto mais ultra melhor, é ser djovem. Os djovens liberais, alguns bem velhos, é ver-lhes as salazaristas caras enrugadas quando falam sérios nas tevês deles, têm tido palavras muito feias para Sampaio, com argumentos matemática, financeira e juvenilmente inteligentes, mas o mais inteligente dos quais é (eu ouvi): Sampaio é velho, pensa como um velho e não percebe nada de economia. Os djovens velhos e os velhos djovens liberais até que são totós: falam, falam, dão as caras, as matemáticas, os anos de estudo, as economias e as ciências, mas são como os ladrões que roubam para o patrão e não para eles, pois o verdadeiro ultra-liberal, o que lucra mesmo com isso por enquanto, está caladinho como um rato a curtir no real, a assegurar o seu dia de amanhã e a ver no que as coisas dão, porque hoje em dia, não é?, nunca se sabe.

Filipe Guerra

2 Comments:

Anonymous liga nietzscheana de salvação said...

Banqueiros, djovens, dvelhos e aprendizes para o Campo Pequeno! E já agora, os meteorologistas também!

4:06 da tarde  
Blogger Manuel Resende said...

Ó liga,calma aí, os metereologistas são malta fixe, só que não têm culpa de o tempo ser caótico.

Para me explicar melhor: está cientificamente provado que é impossível prever o tempo que vai fazer. Os metereologistas, entre os quais se contou, durante inúmeros anos, o Nicolau Saião, precisamente, companheiro deste blogue, que sacrificou o tempo dele e da Flora a essa nobre missão, apenas podem prometer uma ideia muito vaga sobre o tempo que vai fazer, cabe a cada um de nós ajustar a sua acção a uma previsão falível, mas que sempre será melhor do que uma absoluta ignorância.

Quanto aos economistas e banqueiros, o caso fia mais fino. Porque eles, do alto da sua embófia, acham que têm a verdade absoluta, que, como todos sabemos, não existe.

E mais: essa gente, que não percebo como ainda não engoliu a gravata, tão conspícua ela é, acha que nós devemos seguir as suas directrizes. Essa gente julga-se superior a nós, simples meninos rabinos, incompetentes, bons para apanharmos algum eléctrico, ou metro, ou autocarro, ou nos metermos no nosso automóvel com o único fito de nos dirigirmos ao emprego, pelas bichas, filas, estradas, engarrafamentos, calores, frios, e, sem protestarmos, nos pormos ao serviço da competitividade.

Que é, como todos sabemos, uma matemática fingida.

10:31 da tarde  

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