28.6.05

Os Amish vão acabar por ganhar

Roubado aqui

J'étouffe dans un train vide mais plein d'une canicule, merguez-frites en camionnettes, huile bouillante entre les doigts, les narines et sous les bras. Voilà, nous y sommes, le réchauffement recommence, il ne s'arrête qu'à peine sur l'échelle humaine des perceptions. Le type qui ronfle tous les soirs a changé de place, c'est un miracle, parce que son corps à lui n'a jamais eu l'idée d'adopter les standards américains de l'évitement civilisationnel : il pue ce mec, infect. Je m'enlise en m'endormant, je lis un article sur la fin du pétrole*, une fille à moitié nue passe dans le couloir, dépensant sans compter cette énergie des corps qui pourrait faire saliver : mais il fait trop chaud. Lumière blanche, aveuglante, orages disparus, personne n'en demandait tant à l'été. D'ailleurs, personne ne demande plus rien je crois.

La femme de ma vie actuelle me disait hier soir sa préoccupation : avec toutes les conneries que je raconte, que vont devenir nos enfants ? Est-ce qu'on n'aurait pas dû éviter d'en faire ? Oui, sans doute. Continuer sans les bagages, en période de canicule et vers l'ère de la fin du pétrole, n'est pas une idée insensée. Sauf que les mômes, on pourrait pas trop s'en passer : qui nous jettera la dernière pierre une fois liquéfiés ?

A lire de plus près l'article, je comprends mieux pourquoi Airbus a vomi son gros porteur. La pénurie pointant son nez, le truc volera au maximum dix ans, avant d'être transformé en bateau dérivant à la rame sur le Pacifique, apanage des idées inutiles à la française, puisque des imbéciles et des idiotes n'ont rien d'autre à faire. Fin du tourisme intercontinental, fin du made in Taïwan, fin du fin. Resteront peut-être quelques connexions et surtout des potagers communautaires, où l'humus des bananes guadeloupéenne aura laissé la place aux râpes des carottes. (Sauf en Guadeloupe, ça va de soi).... Il n'y aura pas plus de pétrole sous terre que de poils pubiens sur les corps des actrices pornos encore jeunes. Certes, la vieille actrice porno, celle de ma génération (je n'ai pas de nom), pourrait nous rendre optimiste : chez elle, épilation oblige**, on ne compte plus l'arbre qui cache la forêt, et l'on pourrait imaginer qu'une razade hebdomadaire remplace les allumes-barbecues hors de prix chez Leclerc. Mais pour le chauffage central, c'est Landru qu'il nous faudrait. Et l'idée n'a rien d'enthousiasmant.

Il reste le solaire, mais il faut du pétrole pour produire les capteurs. Reste l'éolienne, mais les élus locaux français sont tellement cons qu'ils trouvent ça moche par chez eux. (Une centrale nucléaire, c'est beau, point à la ligne). L'uranium, évidemment, mais qu'on en consomme tous, au-delà des Tchernobyl de nos consciences, et la pénurie approchera aussi. Et puis faire rouler une bagnole au nucléaire...

Dans mon enthousiasme, je ne vois que de bons côtés à cette fin du pétrole. Fini les voyages longue distance désespérants, où l'on s'aperçoit que les Indiens d'Inde ne sont pas plus pacifistes que les flics de Mantes la jolie. Fini le couple en 4x4 au coin de la rue près de la maternelle. Ils viendront à pied, à moins d'être morts, et perdront peut-être ce superflu qui fait tant leurs ventres que leurs ambitions. Fini le CAC 40, fini le moral des ménages, fini la croissance, fini l'énorme baleine posée soudainement dans le siège d'en-face et qui croit encore que ce "surpoids" a des origines génétiques... (Elle maîtrise d'ailleurs beaucoup mieux l'astrologie que la génétique, ceci expliquant cela...). Fini la conquête de l'espace, fini la guerre moderne, il faudra s'entretuer au couteau, mais entre voisins, car seuls les peuples montant à cheval auront leurs chances de bouffer mes topinambours bio. Fini les vélos en carbone, il faut que je me dépêche.

Fini les ordinateurs en plastique, fini les bouteilles de même accabit, fini les engrais, fini l'agriculture intensive.

Les autoroutes seront d'immenses pistes cyclables dans vingt ans. Mais les routes pittoresques aussi ! Panoramas merveilleux, 35% de parts de marché pour les tandems, 10% pour les brouettes. La publicité aura disparu : que vendre sans pétrole ? Du local. Du d'ici. Du de là. Ton beurre dans mes épinards. Adieu les Américains. Plus un film produit pour de vrai à faire baver des adolescents ivres de jeux vidéo et d'une vie à laquelle personne n'osa les préparer. Virtual Potager 3D numéro 1 des ventes chez les 10-25 ans (période globale de l'adolescence actuellement, à revoir dans 20 ans).... Dans mon enthousiasme, j'oublie mon chauffage central, le coffre de la bagnole, le poids des bouteilles, les hivers rigoureux, l'économie de marché et la logistique. J'oublie mon étonnement la première fois que j'ai vu Witness, et le ridicule apparent des traditions amish.

Les Amish vont gagner la partie, Indiana Jones est un homme mort.

pizza au choix

pizza aux anchois
* Courrier International N° 764, p 38
** en français dans le texte

13 Comments:

Blogger O Bom Selvagem said...

Lamento por em causa esta recorrente ficção mas depois do petróleo virá o gás natural. Ainda vai dar para muitos anos e com uma transição suave, visto que os carros a gasolina podem, com uma pequena transformação, funcionar a GPL.
Depois e com GPL, os carros híbridos. Já há um toyota comercializado assim.
Depois, o hidrogénio. O metano. Hidrocarburetos é o que não falta e são todos ambientalmente melhores que o petróleo, só que por enquanto o mundo prefere viver numa ilusão lucrativa para alguns.
Mas que não se substitua essa ilusão por outra de uma espécie de regresso a origens primitivas.
Isso, é ficção.
Boa crítica ao Airbus. Foi uma estupidez o desenvolvimento de um avião assim no contexto actual! A Boeing foi muito mais inteligente.

9:58 da manhã  
Blogger Manuel Resende said...

Ora sim senhor, acho que tem um bocado de razão, Bom Selvagem.

Mas o problema continua a subsistir. Já não o duma simples falta de petróleo, mas sim o da adaptação da sociedade.

Que, na minha opinião não se vai fazer suavemente, mas por arranques e com crises gravíssimas (de resto, os sintomas para mim já cá estão).

Por exemplo, uma das maiores "jazidas" de energia de que dispomos é a poupança. Há coisas que sem nos tirar qualidade de vida poderiam contribuir para uma grande poupança. Mas quando o presidente dos EUA diz que o estilo de vida americano não é negociável...

Isto é só um exemplo.

Outro exemplo, é o facto de os preços do petróleo não reflectirem a sua maior ou menor escassez, face à procura estrutural, mas muitos outros factores (por exemplo,a especulação...).Isto é, o mercado não é um bom indicador do caminho a seguir, é necessária uma decisão política em matéria de energia. O presidente Carter lançou uma política de conservação de energia e procura de fontes alternativas, que foi deitada ao lixo pelos seus sucessores, com o petróleo nas décadas de 80 e 90 a descer para preços absolutamente irrealistas (10 e 15 dólares).

11:29 da manhã  
Blogger Manuel Resende said...

Matéria de reflexão merece também talvez um aspecto que me cala fundo. Há que passar em revista a nossa utilização inconsiderada da técnica.

Recentemente (não é assim tão novo como isso), uma inovação inesperada aconteceu na agricultura: a sementeira directa, a agricultura sem mobilização do solo, técnica que rompe com milénios de tradições agrícolas. É uma técnica que dispensa uma parte das máquinas, poupa portanto petróleo, e obtém praticamente os mesmos rendimentos por hectare (e se os rendimentos por hectare forem ligeiramente inferiores, sempre se ganha o que se poupa, em máquinas, em petróleo, em tempo de trabalho, e com a menor ou nula erosão do solo).

Mas a introdução dessa técnica é desesperantemente lenta.

Melhor ainda, para mim, seria explorar a agro-floresta. Mas aqui praticamente nada há.

12:01 da tarde  
Anonymous rbv said...

No seu desespero, MR agora até vai buscar os amish.
Lamento informar que não só a ecologia do absurdo de mansos herbívoros caracteriza os amish nesse filme em que Indiana Jones não está em causa. O mais saliente é a repressão sexual e psicológica caracterizada pela administração de anciãos.
Na sua obsessão MR ainda soltará o padreca que há em si.

2:40 da tarde  
Blogger Manuel Resende said...

Tá bem borboleta!

3:14 da tarde  
Anonymous rbv said...

Padreca puritano claro. Simpático mas destravado.

8:41 da tarde  
Blogger Manuel Resende said...

Ouça lá e se eu fosse padreca? Por acaso sabe se sou? Era crime?

Ao menos sou qualquer coisa. E o meu amigo?

Já que estamos a tal nível...

Que é que isso interessa?

Portanto, gritando bem alto sobre os telhados como os gatos com cio declaro ubi et orbi qual o Bento qualquer coisa:

Sim senhor,sou padreca, com muito orgulho.

Podemos passar às coisas sérias? Obrigado.

Ora, vá tomar ad hominem para aquela parte. Repare que eu digo isto com muito carinho, pelo respeito que tenho por todas as criaturas da criação, pois, caso contrário,tinha-o deixado pendurado na linha, percebe?

Se não percebe, meta explicador.

9:55 da tarde  
Blogger Manuel Resende said...

Ouça lá ó-seu-caramelo-rvb. Por acaso, achou-me com pachorra.

Acha que o autor daquele texto franciú estava a defender os amish? É porque não percebe ironias.

Acha que eu defendo os amish? Então você é um caso desesperado.

Um caso mesmo desesperado.

O que é que lhe hei-de dizer?

Prontos, boulhesplicar. O autor daquele texto estava a extravagazar da situação em que estamos para imaginar uma catástrofe iminente. E desatou a efabular, dizendo assim: os amish ainda vão acabar por ganhar. Era para nos agitar precisamente o espantalho dos amish, da seita fechada em si, um dos produtos, diga-se, aliás, da nossa chamada civilização. Ou acha que civilização é só pugresso?

Percebeu? O autor daquele texto queria dizer: se não nos pomos a pau, acabamos como os amish. Gostam disso?

Percebeu agora?

Ora, eu nem sequer sou autor daquele texto. Pu-lo comà pulga, aqui. Topou?

Se leu bem as trocas de mimos entre mim e o bom selvagem bem perceberá que nem acho muito conseguida a ironia dos amish.

Portanto, quando quiser insultar um padreca, revolva a língua sete vezes na boca. OK?

11:37 da tarde  
Anonymous rbv said...

Mas o senhor não é bem padreca. Pensando melhor é mais um inquisidor. O que também não é crime, é até uma coisa santa.
E é rbv, anda a meter com simpatia os olhos pelos dedos.

9:00 da tarde  
Anonymous minet said...

O bin laden também quer tornar o mundo uma coisa pura.À porrada.Se não fores puro vais à porrada, o resende escavaca-te.

9:15 da tarde  
Blogger Manuel Resende said...

Pronto,sou inquisidor,sou bin laden, sou o que vocês quiserem, gaita. Alguma vez vos fui buscar a casa às cinco da manhã, acaso vos pus uma bomba no frigorífico e vos estraguei os danones?

Palavra de honra, depois disto,bem me apetecia pôr uma máscara na cabeça e ir a vossa casa abrir-vos o congelador, só para chatear.

Sempre queria ver a vossa cara de manhã.

Não têm outros argumentos senão insultos, porra?

Não se aproximem de mim, possa, que tenho caspa nos ombros e ainda se fica a saber.

Olhe, ó rvb ou rbv ou bvr ou seja lá o que for que a permutação de três por três nos traga. O caro amigo não passa dumas iniciais...

10:17 da tarde  
Anonymous rbv said...

Umas iniciais apenas mas com uns tomates muito grandes!

10:54 da tarde  
Blogger Manuel Resende said...

Tomates grandes só atrapalham.

11:24 da tarde  

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