28.6.05

Economistas

Vejo uns economistas, amplamente responsáveis pela situação em que estamos (todos com altos cargos, professores de economistas, ex-ministros das finanças, etc.) a dar-nos lições sobre a situação em que estamos.

É no programa Prós e Contras, que geralmente tem um público que intervém. Neste caso, os economistas falam sozinhos. Porquê? Será porque estão acima do comum dos mortais? É de crer. Falam entre eles.

6 Comments:

Blogger Viandante said...

Coitados... estão tão sozinhos... todos lhes querem ir às reformas sumptuosas... é pena a sociedade civil não ter disponibilidade mental para exigir que eles sejam responsabilisados...
É pena...

1:02 da manhã  
Blogger Serafim said...

O que é pena é que se tenha que passar pelos partidos e pelo jogo da política para se chegar a lugares com alguma influência nos destinos deste país!

2:52 da manhã  
Anonymous C. Indico said...

Só acertam no que aconteceu!

11:23 da manhã  
Blogger O Bom Selvagem said...

Para além de confundir política com economia, pergunto então quem é que vai dar a lição?
O José Saramago? O José Luís Peixouto e o Pedro Mexia? O Pipi?

Os economistas não estão acima do comum dos mortais, excepto num tema: finanças.

Quando vejo um debate sobre literatura não estou à espera de ver lá economistas, a não ser que leiam umas coisas por fora (o que, acreditem, acontece mais do que pensam...)

Quanto a responsabilidades, bem...
Acima do comum dos mortais está o 'artista', particularmente o poeta.

Quando o Eugenio quinou foi funerais de estado, especiais no Mil Folhas e no JL, o povo que nunca ao leu comove-se, tudo o que o tipo fez foi participar numa gigantesca farsa familiar de discutir consigo e com os outros coisas bonitas e fazer rabiscos engraçados (isto num país de analfabetos), tomar a bica no café xpto e assumir que sonha muito etc.

Não me levem a mal, eu até acho bonita sua poesia.

Mas passando os olhos pelos tributos vejo uma dúzia de gatos pingados a montar um belíssimo show uns para os outros porque sonham eles próprios com o mesmo dia da consagração. E ninguém para montar um show como o próprio meio. Quem melhor para escrever um belo texto de despedida do que alguém das letras?!

É que os tipos das finanças, se tivessem de escrever um especial sobre a vida de um economista brilhante, diriam algo como "o campos e cunha tinha uma função de utilidade muito nobre, a inflação e o défice foram as batalhas duras que travou pelo país, podemos apenas estimar o futuro que nos deixou com uma ARIMA (2,1,2) de componentes auto-regressivos, integrados e de médias móveis...."

4:57 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

O bom selvagem diz a verdade. Quem diz a verdade não merece castigo.
O eugénio era um belo poeta. Bem, às vezes era um xarope. Mas qu'importa, hoje está no paraíso dos que reluzem como o ouro.Next...

9:28 da tarde  
Blogger Manuel Resende said...

Bom selvagem:

só que os economistas querem determinar a forma como vivemos,ok?

11:46 da tarde  

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