Post Scriptum #137
Giórgos Markópoulos (1951-)
Depois do Kaváfis, voltemos à vaca fria, Giórgos Markópoulos, o poeta das cenas quotidianas. Tenho ali na gaveta um poema sobre o Pireu que me está a dar água pela barba. Como não está pronto, aí vão dois pequenos textos do mesmo.
A MINHA MÃO, A MINHA ALMA, NAUFRÁGIOS
A minha mão no teu cabelo,
serpente que se enrosca no seu ninho depois de ter feito mal.
A minha alma levemente suja como fato branco de verão.
Sobre os naufrágios aparece o Sol cansado.
ÉPICA
Era um que era popular na praça e nos negócios,
até que de repente descobriu a poesia.
Por todo o lado começou tudo a dar para o torto.
A mulher deixou-o uma tarde.
Vede lá onde dorme agora.
Por cima do túmulo voam pássaros.
Os pirotécnicos

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