10.2.04

Kaváfis Dia Último?

Bem, vou parar com o Kaváfis. Não tenho para já outras traduções e não estou em maré de fazer novas. Outros assuntos mais urgentes me chamam. Entretanto, aos visitantes que queiram conhecer um pouco mais do poeta de Alexandria, posso recomendar algumas navegações.

Desde já, esta compilação de poemas originais e traduções inglesas. Podem também encontrar algumas traduções em português aqui (não é que me pareçam excelentes, mas sempre é alguma coisa).

E, por fim, recomendaria esta página em espanhol, que nos dá conta da fraca recepção que teve Kaváfis na Grécia do seu tempo. Kaváfis era considerado demasiado mórbido, impróprio de uma geração liberal que se queria optimista, modernista e patriótica.

Curiosamente, um dos que mais fez pela divulgação de Kaváfis na Grécia dos anos 30 do séc. XX foi Nikos Kalamáris, ou Nikos Rantos, ou Nikos Kálas, ou Nicos Cálas (tantos foram ou pseudónimos que utilizou), um dos fundadores do surrealismo grego que a si próprio se intitulou poeta proletário e praticava um marxismo aberto (foi também ele um dos introdutores de Eliott no seu país). Rantos teve que fugir à ditadura de Metaxás e a sua presença meteórica na Grécia não lhe permitiu enraizar-se na cultura do país. Foi voar para outros lados.