15.7.05

O Eduardo e o Cláudio

Pois é, já me quilharam o Verão. Também por este lado, mortal mas menos brutal. Mas também desconsolador.
Como não leio jornais lusitanos - e por meu mal também revistas, não por serem más mas por serem carotas e as lecas da reforma não me darem para tudo - só mesmo mesmo há bocadinho é que soube que o Eduardo e o Cláudio tinham desaparecido do nosso convívio no Aquém.
Do Cláudio tenho o livro que nos meus tempos de festarola aventureira lisboeta o Cesariny me deu, foi aliás quem o traduziu. Do Eduardo tenho mais coisas, que ia mercando nos alfarrabistas, nas mulheres das padiolas, na livraria local do sr. Zé Tavares que tanta coisa me permitiu comprar...
Digamos que o Eduardo era mais tasqueiro do que o Cláudio, mas nunca fiando. E se o Eduardo ia mais aos comes-e-bebes da literatura em mangas de camisa, o Cláudio também não deixava os seus créditos por mãos alheias: a sua relativa gravidade estava ali mais para que a gente percebesse que, tal como o Eduardo, se movia no campo onde as coisas são a valer, pois então, visitando para além disso os salões onde o Eduardo, por maneira de ser, por enfoque, por deliberação de duro, nunca punha os pés.
Isto deixa-me um pouco...desiluminado. Tristonho, 'tão a ver?
O Ed McBain e o Claude Simon...Quem havia de dizer que iriam quase ao mesmo tempo!
Saravah, malta catita, companheiros de tantos minutos do meu tempo e do meu espaço que passaram mas que continuam!