5.7.05

A desforra da Floresta



A Newsweek de 4 de Julho alerta: a Europa irá perder, até 2030, cerca de quarenta e um milhões de habitantes, com especial impacto no mundo rural, num declínio que parece irreversível (o artigo chama-se "Into the Woods"). As aldeias padecem de morte lenta. Com taxas de natalidade baixíssimas e uma fuga imparável para os subúrbios das grandes cidades, a ferida não coagula. O campo está a ficar despovoado e envelhecido. Nada disto é novidade, mas os efeitos directos deste cenário começam a fazer sentir-se ao nível da própria paisagem, ao nível da geografia física. Estamos habituados a pensar na Europa como um continente onde a terra é lavrada e semeada, as pastagens frequentadas e os pomares, vinhas e plantações tratados com desvelo. O agricultor é, sem dúvida, o jardineiro da natureza. Mas com o decréscimo da população capaz de trabalhar os campos, a floresta avança a um ritmo galopante, tomando conta do solo deixado vago. Vastas regiões da Europa estão em processo de "renaturalização". Lobos, ursos, gamos, veados e outros mamíferos de grande porte estão a regressar em força.
No sentido inverso, muitos citadinos rumam ao campo em busca do sossego que as cidades não permitem, e uma nova geração de agricultores - instruídos, modernizados e com olho para o negócio - investe quer em produtos agrícolas de qualidade quer em turismo. Mas este paliativo só actua, por enquanto, em escassas regiões. A verdade é que a floresta avança, avança e eu não consigo deixar de sentir um contentamento como há muito não sentia, mesmo que à mistura com a mágoa de saber que os prados, pomares, hortas e vinhas que passei parte da minha vida a palmilhar - e que aprendi a amar - estão seriamente ameaçados. O modelo do bocage em particular, com pequenas parcelas de terra arável cercadas por sebes vivas que albergam uma biodiversidade notável, verdadeiros corredores ecológicos para centenas de espécies de aves, répteis, anfíbios, pequenos mamíferos e milhares de insectos, tem, em muitas zonas, os dias contados. É como se a natureza se desforrasse de séculos de maus-tratos, ou, pelo menos, de servidão. Mas nem tudo são rosas. Uma floresta recente, ao contrário do que se possa pensar, é pobre em vida animal e pouco variada em vida vegetal; o solo é exíguo em nutrientes, a pele de húmus que a cobre muito fina. Podem passar-se décadas, às vezes séculos, até que uma floresta possa tornar-se, como lhe compete, num santuário natural.
As florestas encerram um segredo profundíssimo, um segredo que vem do princípio dos tempos e que está inscrito no mais fundo de nós, debaixo de camadas e camadas de cultura e civilização. Entrar numa floresta é uma experiência religiosa, uma experiência de autodescoberta. Num misto de medo e veneração, é como se nelas o homem falasse consigo mesmo. Qualquer som, textura ou movimento resulta amplificado, desmesurado, e o silêncio fala numa língua fundadora e perdida. O instinto de conservação encontra-se aí mais activo que nunca (adivinharam, as florestas são o meu sítio preferido no mundo).
A ideia de que vastas regiões da Europa possam regressar a um estado selvagem, nesta era de metrópoles e de infindáveis subúrbios, é bela, mesmo que o desaparecimento de incontáveis aldeias e campos seja algo de profundamente triste.
Se calhar é mesmo disto que precisamos: de uma grande e colectiva lavagem no seio da natureza, de uma desintoxicação de real. Entre a flor e a náusea do poema de Drummond, que vença a flor, que vença sempre a flor: "furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio".

39 Comments:

Blogger jcb said...

Também não me desagrada, também não me desagrada... Enfim, que o mundo rural levará o fim que se sabe - venham as florestas.

11:54 da tarde  
Blogger O Bom Selvagem said...

É realmente triste e gravíssimo o problema que o Rui levanta aqui, um problema ao qual (este sim) tenho um apego pessoal fortíssimo.

Claro que as conclusões que o Rui faz sobre o suposto avanço da floresta são wishfull thinking no mínimo. Essa ideia lírica de que a Natureza cresce muito bem sozinha e que pode servir de local de férias dos citadinos é, desculpe Rui, das asneiras mais recorrentes que precisamente as pessoas da cidade dizem. Por exemplo, em Portugal, férias, só se for em florestas calcinadas por incêndios por ninguém tratar delas.

Eu cresci no campo, numa aldeia agrícula. Vivi as 4 estações do ano marcadas por colheitas e rituais de que o Rui só terá uma ideia confusa de Newsweek e Caspar Friedrich, com umas férias ocasionais numa pousada de portugal.

Pelo que escreveu pode deduzir-se que nunca caçou, nunca cavou, nunca semeou, nunca limpou mato, nunca vindimou... ou estou enganado?

Aliás, confunde-se mato e floresta selavagem com floresta com biodiversidade. Por exemplo, a que ardeu na floresta a arrábida não volta a crescer da mesma forma, isso lhe garanto, a não ser que tenha lá gente a cuidar dela.

Dizer algo como "ainda bem que já não há gente porque assim a floresta cresce" é o mesmo que dizer que não é preciso por as crianças na escola porque assim elas têm mais liberdade de se expressar.

Teacher, leave those kids alone!ou "Farmer, leave that Nature alone!"

Nem vou entrar sequer no detalhe económico. Só lhe digo que para que se desenhe o bonito cenário que traçou (e que me fascina também), com florestas fabulosas a substituir campos, são precisas tantas ou mais pessoas nas aldeias do que agora. Se precisa de gente a trabalhar nas aldeias que estão lá no meio da floresta, inevitavelmente precisará de serviços, como escolas, hospitais, cafés, restaurantes, supermercados etc.

Era bem mais interessante que a Europa pagasse a essas pessoas para cuidarem da floresta do que subsidiar vergonhosamente a agricultura impedindo os países do 3º mundo de nos venderem os produtos a preços realmente competitivos.

9:58 da manhã  
Anonymous Vieira Mendes said...

O problema dos fogos existe em Portugal como não existe em demais países da Europa. Aqui existe por razões bem determinadas, o negócio dos madeireiros, a incúria do Estado luso, etc.
A volta da floresta não arrasta inevitavelmente o fogo e a catástrofe.
É óptimo que isto esteja a acontecer e mostra-nos como a Terra cura as suas próprias feridas, que lhe foram abertas pela estupidez de uns tantos humanos.
Como especialista em assuntos florestais congratulo-me por este facto indesmentível e muito agradável.

11:37 da manhã  
Blogger O Bom Selvagem said...

Que bonito. Comovente essa da estupidez humana... e rendo-me perante a argumentação baseada em factos indesmentíveis de um especialista em assuntos florestais.

1:29 da tarde  
Anonymous Vieira Mendes said...

Este senhor bom selvagem não deve ser bom, mas selvagem talvez seja. No mau sentido. Documente-se e talvez esse sorrisinho de superior ironia(?)lhe gele nos lábios. Entre outras obras recomendo-lhe "A reflorestação progressiva" de Carl Brahm. Será o suficiente, ao que penso, para que fique menos comovido...mas mais informado.
E eu não utilizo a expressão especialista com soberba, antes com humildade. Qualquer destes a sente ante as árvores. Ante a alegria de as vermos recompor-se contra a estupidez e a maldade dos selvagens(maus).

1:37 da tarde  
Blogger O Bom Selvagem said...

No post é dito "com o decréscimo da população capaz de trabalhar os campos, a floresta avança a um ritmo galopante, tomando conta do solo deixado vago."

Ora o que eu pergunto é como é que a floresta "galopa" por aí a fora?
Nasce espontaneamente nos terrenos abandonados? Não, tem de se investir, plantar novas árvores criadas em viveiros e com sementes seleccionadas, trata-se delas, proteger das ameaças como incêndios, pragas, animais daninhos... enfim, silvicultura. E para ser sustendada, claro que haverá madeireiros, exploração controlada.

1:57 da tarde  
Blogger O Bom Selvagem said...

A única soberba é a sua ao qualificar de "estupidez de uns tantos humanos" como se a agricultura que aparece aqui como motivo para a deflorestação não lhe tivesse já dado tanto a si (e a todos nós).

Mas a forma infantil como escreveu "alegria de as vermos recompor-se contra a estupidez e a maldade dos selvagens" suscita-me, como é evidente,as maiores dúvidas sobre se realmente está apto a debater seja o que for, por mais documentado que esteja.

2:11 da tarde  
Blogger Rui Lage said...

Ó Bom Selvagem, você é um arrogante, sabia? Para já, começa por me atribuir argumentos que não são meus, nem se encontram em lado algum do meu texto. Onde é que eu digo que "a Natureza cresce muito bem sozinha e que pode servir de local de férias dos citadinos"? Esse argumento é seu. A natureza não cresce BEM sozinha, mas cresce sozinha, em todo o caso, e está a crescer. O regresso da floresta em certos países da Europa não é uma invenção minha, é um facto. Em Portugal os citadinos ESTÃO a passar férias nas aldeias (onde já compram casas desabitadas), e, noutros países, a implementar explorações agrícolas de sucesso, neste preciso momento em que falamos. Se não sabe disso, vá-se informar.

Depois, essa de você me dizer, sem me conhecer de lado nenhum, que, das colheitas e rituais do mundo rural "o Rui só terá uma ideia confusa de Newsweek e Caspar Friedrich, com umas férias ocasionais numa pousada de portugal", olhe, merecia que eu o mandasse à merda, coisa que não farei.

Ò amigo, também eu cresci na aldeia até aos quatro anos de idade, e, a partir daí, nela passei e passo pelo menos um terço da minha vida. Conheço e participei em colheitas e rituais hoje extintos, ou quase. Todos os meus antepassados viveram da terra, 90% da minha família ainda vive dela. Já cacei (e caço ainda ocasionalmente), já semeei, limpo mato, cavo, vindimo e piso uvas, seu palerma arrogante. E também já reguei o milho, e podo e adubo e outras coisas mais. E também passeio de noite, sozinho, pelos campos e bosques à volta da aldeia, coisa que deixaria acagaçada a maioria dos valentões da cidade que gostam de se exibir ao volante e de ameaçar meio mundo de que fazem e acontecem. Estamos entendidos? E você, ainda mete as patas na terra? Ou já é um devotado citadino?

Por mim estamos conversados, ó mauvais sauvage.

2:23 da tarde  
Blogger O Bom Selvagem said...

No essencial, tenho a mesma 'vontade' que o Rui tem, que a floresta apareça. E talvez tenha maltratado o Rui que até disse que conviveu com o campo.

Só que as coisas não funcionam como se a Natureza tapasse os buracos que o homem deixa vazios. Perdeu potencial de biodiversidade. É por isso que muitas das destruições (raras vezes por maldade consciente mas por mera actividade humana) são irreversíveis e exigem muito mais de nós do que esperar que o despovoamento da Europa seja alguma coisa de positivo(que francamente é dramático!) e que nos basta observar e ver a Natureza a 'sarar' as feridas.

2:26 da tarde  
Blogger O Bom Selvagem said...

Olhe Rui, nem de propósito, está a ver? Nem precisava de me puxar as orelhas, eu já me tinha antecipado a si.

Va, ne nous chateons pas.
O Caspar Friedrich até é um dos meus pintores favoritos.

E note bem, à parte a arrogância, que o meu comentário está é cheio de pessimismo realista. É perigoso o deslumbramento (como o outro do fim do petróleo)

Não se deixe iludir. A força motriz de tudo é a necessidade humana friamente explícita na economia racional. Não é boa, nem má, existe apenas. ALiás foi ela que gerou esta situação aparentemente positiva, e não a pressão dos ambientalistas por exemplo.

2:34 da tarde  
Anonymous Vieira Mendes said...

Entendamo-nos: sem qualquer provocação, este bom selvagem atira-se a mim. E depois chama-me arrogante.
Trata-me com soberba e acinte. E depois chama-me sobranceiro.
Tenta achincalhar-me com modos de carroceiro, e isto é dito sombolicamente, aqui fica o esclarecimento antes que com a sua má-fé evidente me chame anti-carroceiro. E depois diz que eu talvez não esteja à altura de uma discussão séria.
Não exemplifico mais. É o suficiente.
Depreendo que este selvagem, ou bom ou mau, é um amigo da onça. Não da que está já sob pretecção, mas da propriamente dita das conversas maldosas. Das atitudes maldosas.
E a agricultura como factor de progresso não é para aqui chamada, aliás está no que escreveu apenas como alibi para apequenar. Nem preciso de lhe dizer que creio que entendo um pouco mais de agricultura que o senhor asselvajado.
Aliás, ele trata o outro articulista, que me parece ser pessoa séria e sem intuitos selváticos, também de forma despachada.
E já agora, antes que traga esse ponto a capítulo contra mim: faço humor com o seu nome de selvagem, sim, porque me parece que ele vai bem com o caracter que percebo por detrás.
Era melhor que não fizesse do que escreve uma arma de ofensa dos outros, mas sim de debate real.
Tenho a ideia de que ele fala por falar, por retórica asselvajada.

3:08 da tarde  
Anonymous Floresta said...

Obrigada por este post

3:21 da tarde  
Blogger Rui Lage said...

Bom selvagem, retiro o palerma, que saiu a quente. Mantenho o arrogante, como é óbvio. No meu post estava claro, pensava eu, um misto de mágoa e contentamento, não de deslumbramento feérico.

3:52 da tarde  
Anonymous O Castanheiro da Lousã said...

Se vierem discutir para debaixo de mim, largo-vos os meus ouriços na mona

4:17 da tarde  
Blogger O Bom Selvagem said...

Mas oh Rui, eu preocupo-me com os sonhadores como o Rui. Os românticos como o Caspar Friedrich e o Rui, os que gostam do mistério da floresta, Caspar Friedrich e o fabuloso A COmpanhia dos Lobos do Neil Jordan (aposto) ou o Senhor dos Anéis do Tolkien e o Sonho de Uma noite de Verão do Shakspeare :)

O Rui escreveu "Mas este paliativo só actua, por enquanto, em escassas regiões." e daí que me tenha penitenciado espontaneamente.

Mas compreenda Rui, o Rui parte de um artigo da Newseek que faz um cenario para 2030(!!!) com previsões que nenhum profissional de demografia se arriscaria a fazer. É hábito do jornalismo esticar os assuntos assim, para irritação de especialistas que realmente têm de lidar com os problemas. Há gurus disto que ganham a vida assim, a irritar a classe profissional a que pertenciam antes. Todos conhecemos aquele escritor merdoso que dá palestras sobre como escrever bem, o psiquiatra que escreve artigos na Xis sobre psiquiatria, etc. etc.

Por exemplo, essa sangria demográfica pode colmatar-se com um aumento da imigração (por mais xenófobos que sejam os europeus).

Daqui até 2030 não duvidemos que muita coisa se alterará. Para o bem ou para o mal.

Quanto ao arrogante, não o retire não. Ou o palerma. Deve confiar que as pessoas (quem nos ler os comments e posts) vão formar a sua própria opinião com base no que cada um de nós diz e se comporta.

Por exemplo, Vieira Mendes está farto de perder tempo comigo em vez de responder aos argumentos. Ainda não vi nada do especialista em assuntos florestais. O que eu queria era uma atitude pedagógica e crítica ao post, até porque o que despoletou o post foi um artigo da Newsweek. Quantos dados não são abusivamente interpretados por artigos de jornais?

Pelo sim pelo não, chamei a atenção de um informado na matéria que em breve (espero eu) comentará aqui neste post ou fará um post... e que nos explicará umas coisas. Pelo menos a mim sim.
Só não o fez até agora porque diz que "vai dar testamento".

Ah, e também o Barnabé acabou. Antes tinha o Daniel Oliveira para descarregar stress e agora já não tenho :(

4:32 da tarde  
Blogger O Bom Selvagem said...

A propósito de imigração, na minha aldeia, a apanha da fruta e as vindimas são quase todas feitas por imigrantes de leste. Muitos têm-se fixado nas zonas rurais e nas cidades de província.

4:34 da tarde  
Anonymous Vasco said...

É evidente que o texto tem uma intenção literária, poética, e parece-me escusado vir para aqui com tecnicismos e pragmatismos.

4:43 da tarde  
Anonymous same guy said...

O Barnabé acabou? Mas que belas lições de senso crítico por vezes se recebem de chofre!
Assim acabam as coisas poluidoras do mundo. Também os madeireiros acabarão, esses barnabés do negócio chorudo.

4:50 da tarde  
Anonymous Vieira Mendes said...

Peço desculpa, mas quais argumentos? O senhor não aponta argumentos, atira cacetadas para a frente!
Argumento é isto, então: de acordo com Richard S.Rhimes "A floresta irá portanto crescer duma forma automática e progressiva. A não ser que a restrinjam através de acções devastadoras e programadas, que os governos irão impedir, a própria agricultura sustentada, ainda que de forma diminuta, servirá de ajuda exponencial. Temos de ter em conta que a floresta não é a selva e que os factores que a determinam são fundamentalmente de floresta temperada".
Quer maior clareza?
E eu não perdi tempo consigo, limitei-me a rebater o seu discurso agressivo.
Não querer ver isto é pura má-fé.

4:58 da tarde  
Blogger O Bom Selvagem said...

Recomendo:
http://www.europarl.eu.int/workingpapers/forest/eurfo38_en.htm que é uma parte de um extenso documento de trabalho do parlamento europeu.

E selecciono:
"The growing stock is increasing with the differential between increment and harvest. This growth, nevertheless, has its limits (cf. the above paragraph, Quantity of biomass formed: the impact of afforestation programmes). The European forest contains many ageing areas; it is becoming fragile and susceptible to windfall and pests (insects, fungi, etc.). It is therefore desirable that the gap between increment and harvest stop widening. Developing techniques (clearance frequency and intensity, age of exploitability, etc.) would enable the forest stands to be rejuvenated and would improve their stability by more dynamic sylviculture, better adapted to the evolution of global environmental parameters and would encourage biodiversity (through clearing)."

Portanto, está aqui outra visão oposta à que citou, e precisamente de acordo com aquilo que eu aqui disse a propósito do tema.

A floresta precisa de "developing techniques ", de cuidados para crescer. O crescimento de forma automática tem limites, perigos e instabilidades, dos quais os incêndios são só uma amostra. As pragas, doenças, falta de biodiversidade, ou a ameaça de pressões para deflorestação são outras.

E esses perigos não se resolvem com o abandono das zonas rurais como dito pela Newsweek. Portanto o tal facto que classificou de indesmentível, pode não ser tão óbvio assim. Nem compreendo como se pode acreditar que uma floresta, com a biodiversidade limitada e os terrenos actuais, cresceria sem tratamento e intervenção do homem, tão ou mais intensiva do que a que é necessária para a agricultura actual.

De qualquer forma tenha espírito crítico para as suas fontes também. É que no parágrafo que cita é dito "os governos vão impedir" as tais acções devastadoras, o que para além de wishfull thinking (outra vez) imagina os governos como movendo-se com interesses obscuros de ambientalistas.
Sim, não tenha dúvida que no mundo real, os ambientalistas são uma consciÊncia, nada mais. Se se explicar aos governos que ter mais floresta é ter mais turismo, mais populações fixadas no interior, mais riqueza, menos cheias, secas, desertificações, então aí sim, chegamos a qualquer lado.

5:35 da tarde  
Anonymous Vieira Mendes said...

Acho que o selvagem, vou admitir que bom, é um caso de teimosia quase admirável. Tem de ter sempre a última palavra, pelo que vejo. Como não tem argumentos credíveis sai-se com esta: não seja ingénuo, os governos são uns patifes e só se lhes acenar com a cenoura do turismo é que ligarão a isso.
Posso chamar-lhe a atenção para o facto de que os governos no ocidente são eleitos e estão sob observação dos eleitores? Claro, não ganho nada com este argumento, o óptimo selvagem vai talvez em retorno alegar que...Mas não quero antecipar-me!
E essa de eu dever ter cuidado com as minhas fontes "de qualquer maneira", é mesmo um caso de last word evidente. Mas as minhas fontes, senhor, são nada mais que de um dos mais respeitados e consensuais autores. Isto não deve contar para si, mas mesmo assim aqui deixo a achega.
Resta dizer, com apreço aliás, que se eu andasse metido nalguma asneira grossa gostaria de o ter como advogado. O senhor é tenaz! Não larga a presa! Qual o argumento que vai agora tirar da cartola é o que eu vou gostar de ver. Sinceramente.
Pelo menos já perdeu o discurso francamente ofensivo.

7:16 da tarde  
Anonymous Fguerra said...

Não me quero meter nisto, mas acho que o Bom Selvagem e o Vieira Mendes estão bem um para o outro. Para nós é bom, porque vamos tirando de um e de outro e poderemos formar uma ideia mais completa do que é uma floresta. Se quiserem, continuem, mas acho que não se trata aqui de qualquer competição em que alguém tem de ganhar ou perder, como dise V. Mendes.

8:12 da tarde  
Anonymous Robert Diable said...

Não quer mas meteu-se. Isso não se faz. Ou se mete ou não se mete. Agora meter só um bocadinho, não está bem. Meta tudo ou seja, meta-se todo, assim é que é bom. A discussão positiva ganharia que lho metesse todo, ou seja o seu discurso ou para concordar ou para discordar. Um homem tem de ter a coragem de meter a coisa, quer dizer, a palavra, toda até à raiz numa contenda, mesmo pacífica.

9:47 da tarde  
Anonymous Fguerra said...

Só não me meto porque não posso, não percebo nada de florestas, só gosto de ir aos cogumelos nelas. Meti-me aqui para aprender.

9:54 da tarde  
Anonymous Robert Diable said...

Mas...mas estavam a falar de floresta??? Ó diabo que me enganei de blog! Eu pensava que era um blog erótico e que aquilo era simbólico...E depois aquela conversa do meter, do não meter...levou-me ao engano.
Se assim é retiro-me já, que no outro lado afinal é que se mete!

10:06 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ó Rui Lage, você só diz asneiras pá. Depois das invectivas contra Lisboa, agora isto.

11:00 da tarde  
Anonymous Luana said...

Não concordo que se fale assim ao autor do post.
Tenho reparado, nas minhas ainda poucas visitas à bloguesfera, na violencia despropositada de certos comentaristas. Será que isto é característica ou é só para desabafarem? Mesmo assim acho mal.

11:07 da tarde  
Blogger Rui Lage said...

Vasco, só você é que me entende.

1:07 da manhã  
Blogger Rui Lage said...

Ah sim, anónimo? Então e que asneiras são essas? Não quererá Vossa Excelência apontá-las no meu texto, por obséquio? Ou para além da cobardia do anonimato também se acobarda quando se trata de argumentar?

1:14 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Ó Rui Lage, eu para lhe responder tinha de ir ler o seu texto outra vez. E caramba, isso é um sacrifício que você não pode pedir a uma pessoa razoável. Mas pode sempre chamar-me nomes, como fez aos outros comentadores do seu post. Um abraço.

11:41 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Anonymous said...



Ó Rui Lage, eu para lhe responder tinha de ir ler o seu texto outra vez. E caramba, isso é um sacrifício que você não pode pedir a uma pessoa razoável. Mas pode sempre chamar-me nomes, como fez aos outros comentadores do seu post. Um abraço.


11:41 AM

11:55 da manhã  
Anonymous o rui lage é banana said...

Anonymous said...



Ó Rui Lage, eu para lhe responder tinha de ir ler o seu texto outra vez. E caramba, isso é um sacrifício que você não pode pedir a uma pessoa razoável. Mas pode sempre chamar-me nomes, como fez aos outros comentadores do seu post. Um abraço.


11:41 AM

11:56 da manhã  
Anonymous o Lage censura os posts said...

Anonymous said...



Ó Rui Lage, eu para lhe responder tinha de ir ler o seu texto outra vez. E caramba, isso é um sacrifício que você não pode pedir a uma pessoa razoável. Mas pode sempre chamar-me nomes, como fez aos outros comentadores do seu post. Um abraço.


11:41 AM

11:57 da manhã  
Anonymous Censura censuar censura said...

Censura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censuraCensura censuar censura

11:57 da manhã  
Anonymous este é o texto que o rui lage censurou said...

Anonymous said...



Ó Rui Lage, eu para lhe responder tinha de ir ler o seu texto outra vez. E caramba, isso é um sacrifício que você não pode pedir a uma pessoa razoável. Mas pode sempre chamar-me nomes, como fez aos outros comentadores do seu post. Um abraço.

12:08 da tarde  
Blogger Rui Manuel Amaral said...

Ó anónimo, desampara a loja, foda-se.

12:10 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

CENSURA!

12:11 da tarde  
Anonymous alexandra said...

gostei muito deste post; num assunto que é de todos nós, o texto deixa um olhar muito íntimo e até confessional. felicito-o, ao autor, pela coragem. e agradeço, também.

1:52 da tarde  
Blogger Rui Lage said...

Obrigado, Alexandra.

8:06 da tarde  

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