1.6.05

Greve? Que greve?

É em dias de greve de transportes públicos, como ontem no Porto, que se vê o pouco impacto que estes têm hoje no trânsito urbano (refiro-me ao impacto geral e não aos inúmeros transtornos pessoais que a "jornada de luta" decerto causou). Numa cidade de média dimensão como o Porto, com 260 mil habitantes e mais uns milhares de trabalhadores diariamente imigrados, seria de esperar que as ruas entupissem de automóveis particulares à míngua de autocarros. Mas não. O trânsito aumentou um pouco, obviamente, mas sem gerar os engarrafamentos intermináveis que já se viram noutras ocasiões. É certo que há o metro e houve transportes alternativos. Mas também é certo para mim que são as greves como a de ontem que demonstram a falência absoluta das políticas de transportes públicos no Porto e que o império do automóvel particular está para ficar. Até uma forte chuvada é mais penalizadora do trânsito do que uma greve da STCP.