15.6.05

As caixas de comentários...

Já se falou disto aqui. Eis o que o blog "da literatura", de Eduardo Pitta, teve que decidir. Ressuscita a questão que o Manel Resende levantou sobre as implicações legais.

"June 15, 2005 - Sem Comentários
Por motivos alheios à nossa vontade, fomos obrigados a fechar a caixa de comentários do blogue, uma vez que a mesma estava a ser invadida por textos insultuosos, predominantemente de teor anónimo, assim se desvirtuando completamente a possibilidade de se estabelecer uma interactividade pautada pelos rigorosos princípios éticos que, desde o início, têm caracterizado o da literatura. A liberdade exige responsabilidade. Por isso, quisemos que os nossos textos pudessem ser objecto de discussões, sempre sem receio do contraditório. O que não esperávamos é que um pequeno número de leitores não apresentasse a maturidade cívica suficiente para compreender isso. Não nos podemos responsabilizar por uma caixa com quase cem comentários, pois correríamos o risco de permitir, por impossibilidade de ler tudo, que matéria susceptível de acção judicial ou violadora dos princípios éticos por que nos regemos encontrasse aí abrigo. Temos a certeza de que a quase totalidade dos nossos leitores compreenderá esta decisão."

9 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Com esse pretexto instauram a censura, é o que é. Pelo menos aqui vocês são mais sérios. E peço desculpa se discordo, mas lá no Da Literatura o que se lia, pelo menos o que eu li foram umas caralhadas que já nem ofendem as velhotas das novenas. Ou será que há ali uma certa impressão às "gaitas" por causa dos senhores de lá e a gente que se sabe?
JOSÉ MACEDO

10:55 da tarde  
Blogger Rui Manuel Amaral said...

O "da literatura" ficou a perder com a extinção das caixas de comentários. Recordo-me, por exemplo, de um post recente sobre Blaise Cendrars que despoletou uma discussão interessantíssima sobre o grau de importância de vários autores francesses do século XX, na qual esteve envolvido também o Resende.

9:30 da manhã  
Blogger Rui Manuel Amaral said...

Obviamente, eu queria escrever "franceses" e não "francessses".

9:31 da manhã  
Blogger Rui Manuel Amaral said...

Bem, é claro que eu queria escrever "francesses" e não "francessssses".

9:31 da manhã  
Blogger João Paulo Sousa said...

Meu caro Rui Manuel Amaral,
Não duvido, assim como os meus colegas do "da literatura", que o blogue fica a perder sem comentários, mas a impossibilidade de ler tudo o que se albergava em caixas com quase cem comentários (isto aconteceu em vários posts) impedia-nos de verificar se se albergava aí matéria passível de acção judicial ou que contrariasse os princípios éticos que defendemos. Desse modo, seríamos também responsáveis pelo que aí se escrevesse. Até à reabertura das caixas, eventualmente num outro modelo, poderemos prosseguir as discussões honestas e responsáveis de blogue para blogue e mesmo nesta caixa de comentários, desde que ela não seja atacada pela doença que se alojou na nossa.
Um abraço.

10:10 da manhã  
Blogger Rui Manuel Amaral said...

Eu compreendo, João. Como o JLBG referiu, tivemos há muito pouco tempo um problema muito parecido. No nosso caso, nunca esteve em causa a existência de caixas de comentários. Mas eliminamos dois ou três comentários. Contra a opinião de vários membros do blogue, diga-se. As soluções para este problema não são consensuais entre nós.

10:25 da manhã  
Blogger Amélia said...

No haloscan há a possibildade de banir para sempre as visitas incómodas...

10:56 da manhã  
Anonymous hmbf said...

Esta história dos comentários é uma patetice de quem se leva demasiado a sério. Nenhum weblog perde por não ter comentários, assim como nenhum weblog perde por tê-los a mais. O da literatura e o Quartzo são dois excelentes weblogs pelos textos que publicam. Dar importância aos espíritos ressabiados que comentam com os cotovelos, é tão pueril quanto achar que a blogolândia é um espaço de discussão erudita para kantianas inteligências. Acho que foi no A Praia que, já há algum tempo, li algo que me fez todo o sentido, embora eu não o pratique: não abrir comentários, mas disponibilizar e-mail. Quem tiver algo de importante a dizer, que o faça pelo e-mail. Depois, merecerá resposta ou não. É uma perspectiva respeitável. Agora, abrir caixas de comentários para depois as extinguir por causa de disparates não me faz sentido. Prova que os disparates foram mais valorizados do que as discussões, que também as havia, naquelas caixas de comentários. É pena. Como uma vez li no Mil Folhas, uma das coisas boas do da literatura eram? as caixas de comentários.

3:56 da tarde  
Blogger Eduardo Pitta said...

Caro João Luís Barreto Guimarães,

Gostaria de fazer uma precisão: o blogue DA LITERATURA não é «do» Eduardo Pitta. Tecnicamente é do valter hugo mãe, que é o administrador dele. Do ponto de vista autoral e, portanto, de co-responsabilização, pertence ao seu colectivo. O comentário de João Paulo Sousa resume bem o que está em jogo. Acrescentaria apenas que não temos vocação para substituir as retretes de certa Faculdade de Letras.

4:04 da tarde  

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