21.4.05

Death by paracetamol (esteve para ser o título do poema IV de "The Waste Land")

Foi o barbeiro que mo disse, enquanto me cortava as fartas melenas e cavaqueava a propósito da liberalização da venda de alguns medicamentos. Segundo ele, embora prático, não é assim tão inofensivo o paracetamol, vulgo aspirina, e isto porque - disse-lhe um médico que ali vai espontar a juba de vez em quando - há quem cometa suicídio por ingestão do mesmo, que é tóxico em grandes quantidades. Isso mesmo: há quem se mate com aspirinas (acabando de vez com as dores de cabeça). Agora porque é que as corporações farmacêuticas ainda não fizeram sair esta da manga é que me ultrapassa. Sobretudo não digam aos vossos filhos e filhas adolescentes que esse veneno se vai poder comprar nas bombas.