21.2.05

Post Scriptum # 506

BACK TO THE LITERATURE!

De volta ao nosso campo específico não fragmentário - a literatura - como era aliás reivindicado pelos nossos leitores mais temerários, temos hoje notícias de bom quilate analítico-científico que passamos a dar-vos daqui a niquinho.
No entanto, antes de lá irmos, apenas uma derradeira notícia de âmbito político-jurídico: o homem de quem não mais diremos o nome vai ser novamente processado pelo Dr. José Jagodes! Motivo - a faixa ostentada na meseta dos comícios duma forma que o estoriador de "O espirro entre os Caldeus" considerou claramente provocatória...
A crer no Dr. J.J., a frase ali inscrita - "A coragem de fazer" que e citamos "Foi nitidamente vista por milhares de pessoas, algumas por duas e três vezes consecutivas(dado o hábito inaugurado pelo partido, que em parte sustentava o menino guerreiro, de levar militantes daqui para acolá para encher a funçanata) era uma clara alusão galhofeira à minha bem conhecida e doentia obstipação (vulgo prisão de ventre) de que sofro há muitos anos. Além de ser igualmente uma atitude pouco caridosa para com os milhares e milhares de portugueses que infelizmente se vêem obrigados a tomar Purcenide".
Aliás, ainda a fazer fé no Dr. Jagodes, tal seria em parte a explicação da forte votação no PS verificada em Viseu (terra conhecida pelos bolos de ovos) em que os obstipados mostraram nas urnas a sua revolta contra o homem de que não mais o nome será por nós pronunciado.

Mas, voltando à literatura, a novidade que queríamos dar aos nossos leitores era que o ensaio de Edmundo Prates Carmelo sobre um poema genial - ainda que algo curto - do grande escritor de protobanalidades órficas Manuel Freicareto ( "Marcolina: Perdi o teu número...") onde o famoso cultivador de barbas poéticas se ultrapassa a si mesmo em especificidades tartamudeantes, está neste momento já contrapontado por um outro não menos excepcional da lavra de José de Pitta Raposo, que se debruçou sobre um exemplar (também um pouco curto, mas de grande qualidade) de Mantinhas Olaref, que vamos dar por extenso: "Traque: senti o teu olor... ".
É muito natural, segundo diversos observadores, que este singular poema físico-escatológico com nuances seminais e mesmo protozoárias consistentes, receba em breve sabe-se lá a atenção do inspirador Prates Carmelo.