18.2.05

O povo é sereno # 232

...Na hora da despedida!

Creio que nos batêmos bem! Foi uma dura campanha, desmultiplicámo-nos em acções de interiores ao ponto de leitores convictos e vigorosos temerem pela colocação da nossa literatura - e se não chegámos a participar num simples debate foi porque as regras assim o ditaram (aqui entre nós, também porque tivémos receio pendular da lábia temerária do dr. Santana e, para mais, estávamos com um bocado de gasgalheira). Mas dizia eu que nos batêmos bem - afinal era a pátria que estava a pedi-las e quando é assim...
Agora segue-se um dia de reflexão projectiva semifúsica(aprendi esta durante a preparação a que me submeti, como um líder), vão-se calando os canhões e os truques de jiu-jitsu, é tempo de descansar entre os roseirais, o leite e o mel. Lutámos bravamente, merecemos o nosso ripanso até ir deitar o vótinho no sítio adequado.
Uma nostalgia muito suave se apossa da nossa carcaça (ou será carcassa?), pois démos o corpo ao manifesto. Podemos até ter uma palavra de simpatia para com o nosso adversário principal, que de facto zurzímos sem piedade - mas com a lealdade do guerreiro, p'lo que me diz parte já não menino mas levemente adulto.
E essa palavra de simpatia para com esse nome que se calhar escrevemos pela última vez (e já nos punge, portugueses sentimentais que somos, alguma saudade) - referimo-nos ao dr. Santana Lopes - teria de trazer anexa alguma referência generosa: assim, para o conceituado homem público, já que parece não poder voltar presidencialmente para a sua amada Lisboa, nem para a sua adorada Figueira da Foz (a não ser como veraneante), nós pedimos uma simples sinecura para que o distinto homem público não fique sem guarida.
E essa vem a ser - porem-no na TV a fazer contraponto ao prof. Marcelo!
Ambos se divertiriam - e o povo teria talvez ali em directo uma reconciliação entre aves, como se costuma dizer, afinal da mesma pena!